Ele vem falando de amor, essa conversa chata que hora ou outra permeia qualquer relacionamento. Tento disfarçar o tédio que toma conta de mim quando o assunto é essa coisa romântica, mas não resisto e solto um bocejo. Obviamente, ele se ofende. Da mesma forma que se ofende quando diz que me ama e eu sorrio em resposta.
Tenho preguiça disso de amor, de romance, de "eu-te-amo" seguidos de "também-amo-você". Não é que eu não sinta coisa alguma, mas não sinto tanto a ponto de chamar de amor. Eu amo minha mãe, eu amo meu irmão caçula, eu amo alguns dos meus amigos. Mas eu não amo alguém que acaba com minha carência quando ela vem me visitar aos finais de semana.
Eu gosto de estar junto dele, gosto de beijá-lo, de dormir com ele. Mas não, não o amo. Mal o conheço, provavelmente, se eu o conhecesse, não iria mais querer estar junto.
Alguns dizem que tenho medos de relacionamentos sérios, mas eu não tenho não. Só não tenho vontade de relacionamentos sérios. Não gosto de me entregar tanto sem saber o que vou receber de volta. Pra mim namoros são como quedas-livres, você nunca sabe se vai estar vivo ao final.
Por isso evito me apaixonar, passo a fugir das conversas sobre amor e responder com um sorriso qualquer declaração apaixonada. Talvez um dia eu encontre alguém que me faça pular em direção ao precipício e a essa pessoa, e somente ela, eu responderei todos os "eu te amo" com um sincero "eu também amo você".
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