quarta-feira, 4 de julho de 2012

"I'm still counting on you like an invisible rosary."


"Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados." 
(Vinícius de Moraes)

Existem mais ou menos seis bilhões de pessoas no mundo. Dizem que nossos amigos mais íntimos podem ser contados nos dedos de uma mão e também dizem que só amamos de verdade uma vez.
Mas, quais são as chances de nós encontrarmos essas pessoas entre seis bilhões? E somos nós ou nosso destino que escolhe os caminhos que vamos trilhar? Bem, eu não sei responder nenhuma dessas questões e tenho certeza de que morrerei sem uma resposta.
Só sei que entre as placas e a direção que meus passos tomaram, eu te encontrei. Foi um acaso e eu tenho certeza de que você concordaria. Um lindo acaso, devo dizer. Fico pensando quantas coisas teriam mudado se, caso fosse possível alterar o passado, eu não tivesse te conhecido. Todavia, meu nome não é Evan e eu não possuo o dom do Efeito Borboleta pra me dar ao luxo de arriscar. Creio que nosso encontro foi a coisa certa a acontecer. Talvez ele não tenha a magnitude que tem pra mim, pra você. Mas o fato é que não fosse você, eu não seria quem eu sou.
Eu mudei tanto por sua causa. Não pra te atingir, mas só pela sua influência. E eu, eu descobri uma outra eu que eu não conhecia e nem imaginava possível. E também descobri o amor.
E, mais tarde, descobri o que você é pra mim. Nós dois não temos muita chances de dar certo, a verdade é que nossa distância física é quase sinônima da nossa distância interna. Eu poderia viver ao seu lado e mesmo assim continuaríamos distantes. Porque é assim que é pra ser. Ao menos por hora.
Mas, pra mim, você é a esperança. A esperança de que nossas distâncias se reduzam e eu, meu bem, que não sei esperar mais nada de quase tudo e de quase todos, encontro em você essa fé.
Minha vida parece um transatlântico que acabou por afundar no meio do caminho. Você é o bote salva-vidas ao qual eu me agarro. E sinto que estou à deriva, a caminho de qualquer coisa desconhecida, mas, pelo menos, eu tenho você.

"I'm still counting on you like an invisible rosary."

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