quarta-feira, 4 de abril de 2012

De cara, amor.

Nós nunca olhamos pro lado antes de atravessar a rua, nunca nos preocupamos em seguir a risca as datas do cartão de vacinação, sempre comemos em qualquer espelunca. Em nossas mentes sempre fomos muito fortes pra que essas mazelas do mundo pudessem nos atingir. 
Toda noite era um espetáculo. Nos entregávamos sem planos ou expectativas, sem medos ou pressentimentos. Falo por mim e sei que essas palavras são tão nossas que seria fácil duvidar da autoria delas, mas sendo como somos, nós nunca esperaríamos nosso encontro. Assim que eu te vi eu soube que você era como eu, não soube dizer se isso era bom ou ruim, mas era, no mínimo, atraente.
Foi instantâneo. Eu me reconheci em você e você também se viu em mim. Sempre tão prepotentes e seguros, eu não podia esperar que aquela vontade súbita de te ter por perto, de te ligar de madrugada, de acordar pensando em você, eu não podia esperar que o nome disso fosse “paixão”. Logo conosco! Sempre detestando clichês, amando em silêncio o fato de não nos apaixonarmos, tomando cuidado pra não depender de mais ninguém além de nós mesmos.

Tanta coisa pra sentir, e foi justo amor.

De cara, amor.

2 comentários:

Vanessa disse...

Vai parecer ridículo mais um comentário meu, mas de novo, é preciso comentar! Muito bonito, Paulinha!

Andelúcia Teixeira disse...

Paulinha é fantástica a sua competência em escrever. Admiro imensamente a facilidade que você tem de dominar as palavras. Meu conselho é: MOSTRE-SE!